Criado em 21/06/2026. Última Edição em 26/06/2026.
Isso é sobre algo que se repetiu por anos, mas que mudou recentemente:
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Nem toda história precisa ter um vilão, e nem eu preciso ocupar esse papel.
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Antes, se uma conexão esfriava ou acabava, a minha primeira reação era vasculhar conversas, decisões e até minhas próprias palavras, em busca do momento em que eu teria falhado e estragado tudo.
Talvez eu reagisse assim porque parecia mais fácil acreditar que eu havia perdido algo por culpa minha do que aceitar a escolha do outro ou a falta de fechamento.
Mas hoje, se eu invisto, me importo, tento compreender e procuro reparar quando sinto uma conexão esfriar, não há motivo para me ver como o único responsável pelo desfecho.
Isso também não significa presumir a maldade no outro, pois certamente não posso estar certo em tudo. Ninguém precisa ser transformado em vilão para retirar de mim essa culpa, mas as escolhas de ambos inevitavelmente trazem consequências.
Escrevo isso em um momento assim, quando ofereci a distância que me foi solicitada. Algo que considero uma oferta de paz ao outro e que também me trouxe paz. Mais tarde, porém, essa mesma distância foi apresentada como o motivo da perda de conexão e do afastamento.
E só posso concluir que ninguém deveria assumir responsabilidades que não são suas, apenas porque é difícil aceitar que nem sempre as pessoas vão tentar como nós tentamos, seja por não conseguirem, não quererem ou simplesmente por não saberem como.
Talvez algumas histórias acabem justamente porque duas pessoas fizeram escolhas diferentes, e ter maturidade não é apenas olhar para a nossa culpa, mas entender quais culpas nunca foram nossas
Reconhecer a responsabilidade do outro não é uma forma de amargura.
É apenas honestidade.