Indíce Página Status
PREFÁCIO 17 100%
INTRODUÇÃO: A REDENÇÃO PELA PROUTIVIDADE 27 100%
PARTE 1 : ALINHANDO O CORAÇÃO 41 100%
1. O VERDADEIRO CAMPO DE BATALHA DA PRODUTIVIDADE 43 100%
2. HUMILDADE PARA OS ORGULHOSOS 55
3. DESCANSO PARA OS VICIADOS EM TRABALHO (WORKAHOLICS) 69

Página 18 - Ataraxia

O prefácio, escrito por Davi Charles Gomes define:

Ataraxia, na filosofia grega, era um estado ideal de serenidade que só podia ser alcançado mediante a extinção dos desejos, paixões e inclinações dos sentidos - um tipo, em suas piores concepções, de passividade apática ou indiferença”.

Como eu me lembrava de já ter visto uma definição diferente desse termo, resolvi pesquisar. De fato, existem diversas compreensões de “ataraxia” nas escolas de filosofia grega, mas aqui o autor adota uma das interpretações mais restritivas e críticas do conceito.

De acordo com a concepção epicurista, a “ataraxia” é um estado ativo de contentamento e clareza. Trata-se de uma apreciação lúcida e serena da existência, marcada pela busca da paz interior que permite desfrutar dos prazeres simples da vida ao ordenar os desejos, sem se deixar dominar pelo medo ou por perturbações desnecessárias.

Eu não acho que a “ataraxia” seja uma passividade apática, nem uma busca por eliminar desejos, mas sim uma busca por ordená-los. E eu acho que a busca por isso tem alguns pontos válidos, pois viver escravizado pelos próprios desejos, consumido pela ansiedade em relação ao futuro e dominado pelo medo da morte ou do juízo de Deus dificilmente nos permite desfrutar plenamente do presente que o próprio Deus nos concede.

A descrição apresentada parece enfatizar uma leitura negativa da “ataraxia”, aproximando-a da apatia e da indiferença. Essa opção talvez tente apresentar um contraste entre a filosofia grega e a cosmovisão cristã, ressaltando as Escrituras como a verdadeira fonte de sabedoria para a vida. Ainda assim, considero que a filosofia pode servir como instrumento auxiliar, não para complementar as Escrituras, mas para ampliar nossa compreensão delas.

Página 18 à 19: Gn 1:26-28 e Lc 10:38-42

Antes de citar esse versículo ele usa a expressão “altamente produtivos” que tem um sentido mais predominante na concepção atual de produtividade (rendimento, eficiência, acúmulo de riqueza e resultados) do que pelo conceito bíblico (frutificação, mordomia e desenvolvimento dos planos de Deus).

As Escrituras mostram que valor humano é baseado na “Imago Dei”, mas atualmente esse valor é medido pelo quanto a pessoa produz, pela aceleração contínua e otimização do tempo. O texto da página 19 ajuda a moderar esse entendimento de Genesis.

Página 28 - Ataraxia

Me incomodou o autor na introdução descrever a “ataraxia” quase como seu auto diagnóstico, repetindo a definição usada na página 18.

Página 29 - Benção e Maldição

“É uma bênção gostar de tantas coisas e saber um pouquinho de cada uma, mas é uma maldição ter sua energia espalhada por tantos caminhos diferentes , sem foco algum”

Isso me faz analisar os meus interesses ao longo da vida, e sentindo gratidão, me lembrar do quanto fui capaz de me desenvolver no que realmente era uma capacidade minha. Se eu não conseguia ter bons resultados, até com muita tristeza, eu sempre acabava me podando e isso abria espaço para novas coisas.

Página 50 - Efésios 2.10

⁸ Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. ⁹ A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la. ¹⁰ Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós.

Efésios 2:8-10 | NTLH https://www.bibliaonline.com.br/ntlh/ef/2/8-10+

O autor isola um versículo, desconectando dos versículos 8 e 9 do texto, que fala de Salvação e o associa a ideia de que “a produtividade é ordem espiritual pois corresponde a responder aos chamados de Deus para nossa vida com excelência.

O apostolo Paulo usou no grego original o verbo ANDAR e não FAZER.